Aí ele chegou!
O que fazer? Como fazer? Quando fazer?
Você trouxe ao mundo um ser indefeso e carente de atenção, por isso ter conhecimento dos "cuidados básicos com o bebê" é fundamental para ampará-lo deixando-o confortável e feliz.
Assim que ele tiver nascido procure atendimento com um pediatra de confiança e siga os seguintes conselhos:
A triagem neonatal - popularmente conhecida como "teste do pezinho" - é uma ação preventiva que permite fazer o diagnóstico de diversas doenças congênitas ou infecciosas, assintomáticas no período neonatal, a tempo de se interferir no curso da doença, permitindo, desta forma, a instituição do tratamento precoce específico e a diminuição ou eliminação das sequelas associadas a cada uma dessas doenças.
Toda criança nascida em território nacional tem o direito à triagem neonatal. Os exames realizados detectam se o bebê tem possibilidade de apresentar algum distúrbio que possa interferir no desenvolvimento normal.
Esse exame abrange vários tipos de testes, o que se chama de Triagem Neonatal Ampliada -, que poderão indicar uma série de moléstias a serem tratadas precocemente. O teste do pezinho é realizado em todos os bebês. O resultado estará disponível na internet, mediante senha de acesso, quinze dias após a alta. Um contato poderá ser feito antes desse prazo, para confirmação, caso haja alguma alteração.
O teste do pezinho deve detectar as seguintes doenças:
Doença causada pela falta de uma enzima que transforma a fenilalanina - um aminoácido presente em todas as proteínas - em tirosina. Ocorre o acúmulo de fenilalanina - que poderá afetar o cérebro e levar à deficiência mental.
O nome da doença deve-se ao fato de haver eliminação excessiva de fenilalanina na urina, que fica com um odor semelhante ao do mofo. As crianças nascem normais, mas à medida que recebem alimentos ricos em fenilalanina, passam a acumulá-la no corpo sem conseguir metabolizá-la. A frequência dessa doença é de 1 caso em cada 10.000 recém-nascidos.
A fenilalanina está está presente principalmente em feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, carnes, aves, peixes e frutos do mar, ovos, leite e derivados, leite materno ou fórmula infantil. Também em alguns alimentos como citados a seguir: arroz, beterraba, cenoura, tomate, cebola, batata, batata baroa, brócolis, repolho, abóbora, abobrinha, berinjela, couve-flor, chuchu, almeirão, couve, maçã, mamão, abacaxi, banana, figo, laranja, maçã, manga, melancia, melão, pera e pêssego, entre outros.
Como se transmite?
Através dos genes dos pais. Se os pais forem portadores, existirá 25% de chances de terem um filho com o problema.
Qual a importância desse exame?
A suspeita diagnóstica se faz quando o nível de fenilalanina no sangue estiver acima de 20 mg/dL e o nível de tirosina no plasma for normal ou reduzido. A causa mais comum de aumento de fenilalanina no sangue do recém-nascido (RN) é uma circunstância transitória chamada 'tirosinemia transitória'. Nesta condição ocorre aumento tanto de tirosina como de fenilalanina, por atividade inadequada da enzima que age sobre a tirosina e é dependente de vitamina C. Isto ocorre principalmente em RN prematuros (embora também possa ocorrer em RN normais) porque as vias metabólicas da fenilalanina só se desenvolvem a partir dos últimos meses da gravidez. A tirosinemia transitória geralmente regride, não implicando nos mesmos riscos da fenilcetonúria.
Qual é o tratamento da fenilcetonúria?
Exclusão de fenilalanina da dieta. Tem bom prognóstico para o desenvolvimento nervoso, principalmente se iniciada antes de 3 semanas de vida.
O que é?
É uma deficiência de uma enzima (galactose-1-fosfato uridil transferase) responsável pelo processamento do açúcar contido no leite (chamado galactose). Quando as crianças com deficiência desta enzima ingerem leite, ocorre acúmulo de galactose nas células do fígado, dos rins, do cérebro e dos olhos, acarretando prejuízo para esses órgãos.
Os sintomas incluem problemas de coagulação, icterícia (pele amarelada), hipoglicemia (baixa da taxa de glicose no sangue), glicosúria (excesso de glicose na urina), excesso de acidez no sangue e catarata.
Como se transmite?
Através dos genes dos pais e de forma recessiva. Ocorre numa frequência de 1 criança doente em cada 60.000 nascimentos.
Qual a importância desse exame?
O diagnóstico precoce pode evitar um agravamento das consequências do excesso de galactose no corpo. Nestes casos, a criança não deve tomar leite ou substâncias que contenham lactose e galactose.
O que é?
A deficiência de uma enzima que reaproveita uma vitamina chamada biotina e que resulta na falta desta vitamina. As crianças com esta deficiência podem ter convulsões, fraqueza muscular, erupções na pele, queda de cabelo, acidez no sangue e deficiência imunológica.
Como se transmite?
Através dos genes dos pais.
Qual a importância desse exame?
A detecção precoce da falta da enzima possibilita o tratamento precoce.
Qual é o tratamento da deficiência da biotinidase?
Altas doses de biotina.
O que é?
É uma alteração na composição da hemoglobina que leva à formação de uma hemoglobina anormal chamada de S.
Como se transmite?
As hemoglobinopatias (doença da hemoglobina) são herdadas geneticamente dos pais. A presença de doença (anemia) e outros sintomas depende da intensidade e também do tipo de alterações da hemoglobina.
Quais são as consequências para o recém-nascido?
Qual é a importância desse exame?
Se tornar-se positivo, indicam-se novos exames após 6 meses de vida. Os pais também deverão realizar a investigação de hemoglobinopatia.
Qual é o tratamento para a anemia falciforme?
O recém-nascido está protegido contra as manifestações clínicas da anemia falciforme até os 6 meses, pela presença de hemoglobina fetal. Existe necessidade de acompanhamento médico para todo o doente de anemia falciforme. O traço falciforme NÃO é doença.
O que é?
A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é o distúrbio metabólico mais comum dos glóbulos vermelhos. É causado por alterações de enzimas fundamentais para a estabilidade da membrana celular dos glóbulos vermelhos. Pacientes com a deficiência de G6PD podem apresentar destruição de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) e icterícia.
Como se adquire a doença?
É uma doença herdada geneticamente ligada ao cromossomo X, acometendo principalmente pacientes do sexo masculino. No Brasil, mais de 1% da população é portadora da doença.
Quais as consequências para o recém-nascido?
A grande maioria dos indivíduos deficientes de G6PD é assintomática. Alguns pacientes têm crises agudas de anemia por destruição dos glóbulos vermelhos quando entram em contato com certos alimentos - como a fava -, com substâncias químicas que podem ou não ser medicamentos (com Aspirina, sulfa etc) e diversas infecções virais. As crises de anemia hemolítica aguda se produzem pela destruição dos glóbulos vermelhos dentro do vaso sanguíneo e clinicamente se apresentam com anemia, icterícia e aumento do baço.
Qual a importância desse exame?
É importante para triagem, devendo ser realizados exames específicos para o diagnóstico.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Não é necessário tratamento se o bebê não apresentar manifestações clínicas. Deve-se, todavia, evitar uma série de medicamentos com ácido acetil salicílico, sulfas e outros com potencial para desencadear a destruição de glóbulos vermelhos.
O que é?
A Triiodotironina (T3) e a Tiroxina (T4) são os hormônios produzidos pela glândula tireoide. São fundamentais para a regulação da produção e do consumo de energia pelo organismo humano. Além disso, os hormônios tireoidianos atuam, desde a fase intra-uterina, estimulando o processo de crescimento e desenvolvimento e influenciando decisivamente a maturação do sistema nervoso central. A deficiência desses hormônios leva a um quadro clínico bem definido denominado hipotireoidismo.
Como se adquire a doença?
O hipotireoidismo pode ser adquirido em vida, por meio de alterações auto-imunes, inflamatórias ou infecciosas, e também antes do nascimento, quer por alterações genéticas, quer por alterações ambientais e do organismo materno.
Quais as consequências para o recém-nascido?
Considerando-se a forte influência dos hormônios tireoidianos sobre o crescimento e o desenvolvimento neuropsicomotor, fica fácil compreender que a falta deles pode levar ao prejuízo no crescimento da criança e a um retardo mental, que será tanto maior, quanto mais tempo esta falta persistir.
Qual a importância desse exame?
Os sinais e sintomas do hipotireoidismo são escassos nas primeiras semanas de vida. Sabe-se que ocorre um caso de hipotireoidismo congênito a cada 4.000 recém-nascidos vivos, proporção que aumenta para 1 em 2.000 crianças em regiões carentes de iodo.
A solução adotada por um grande número de países foi determinar a obrigatoriedade da avaliação da função tireoidiana em todos os recém-nascidos. Esta avaliação é feita de rotina pelo teste do pezinho, por meio da dosagem de T4 e TSH.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Uma vez detectada alteração nos testes de triagem, repete-se a dosagem, no soro do sangue, uma semana depois. A alta sensibilidade do primeiro exame é extremamente importante para evitar que qualquer caso passe despercebido.
Muitas crianças apresentam resultados normais, o que descarta o diagnóstico de hipotireoidismo na maioria das vezes. Aquelas crianças em que os exames persistem alterados devem ser encaminhadas rapidamente a um especialista para determinação da possível causa do hipotireoidismo e da estratégia do tratamento. Quando diagnosticado no momento certo o hipotireoidismo é facilmente tratado e controlado, sem nenhum prejuízo para o crescimento e desenvolvimento da criança.
O que é?
É um defeito na produção de hormônios pelas glândulas suprarrenais ou adrenais. Na tentativa de compensação dessa deficiência, a hipófise produz um excesso do hormônio que estimula a suprarrenal, causando um aumento do tamanho dessas glândulas e, muitas vezes, o aumento na produção dos hormônios que controlam a masculinização do corpo, sem compensar a falta dos hormônios que controlam o metabolismo da água e do sal do organismo. A alteração mais comum é a deficiência da enzima 21-hidroxilase progesterona.
Como se adquire a doença?
O funcionamento de cada uma das enzimas que regulam a produção dos hormônios da glândula suprarrenal é feito por genes. Qualquer alteração ou mutação destes genes pode acarretar um defeito, resultando na falta de um hormônio ou acúmulo de outro. A doença ocorre em 1 de cada 12.000 crianças nascidas vivas. Entre 1 e 2% da população é constituída de heterozigotos, isto é, de portadores do gene e não da doença.
Quais as consequências para o recém-nascido?
A deficiência da enzima 21-hidroxilase pode levar a um quadro de masculinização (virilização) da criança e eventualmente a vômitos e desidratação, com perda de sal e água.
Qual a importância desse exame?
Diagnosticar precocemente a criança doente para receber reposição do hormônio e evitar as consequências da doença.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Esta dosagem é extremamente sensível, isto é, detecta mínimas alterações. RN prematuros e alguns RN de termo podem ter níveis acima do esperado por influência dos hormônios maternos. Desta forma os casos em que a mesma se encontra alterada devem ser considerados apenas “suspeitos”. O diagnóstico definitivo somente poderá ser feito após observação clínica e a efetivação de novos exames, solicitados pelo próprio Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) ou por endocrinologista que é o especialista nesta doença.
O que é?
Toxoplasmose é uma doença causada por um parasita, o Toxoplasma gondii. Ele é um parasita do intestino de gatos, onde se multiplica. Em outros animais o toxoplasma não completa seu ciclo: invade, forma cistos nos músculos, cérebro, retina e outros órgãos, mas não se multiplica no intestino.
Como se adquire a doença?
O grande transmissor é o gato, mas qualquer animal pode ter cistos na sua musculatura, e se o homem consumir essa carne crua, pode adquirir a toxoplasmose. A toxoplasmose parece não ser transmissível de homem a homem, exceto durante a gravidez. Na gravidez a imensa maioria dos casos de transmissão ocorre apenas se a mãe se contaminou e teve doença exatamente durante a gravidez, em qualquer fase desta. Casos de toxoplasmose congênita ligada a antigas infecções na mãe são raras, embora existam.
Quais as consequências para o recém-nascido?
Podem ser sérias, com calcificações cerebrais, malformações, doença sistêmica grave, ou podem se expressar, no futuro, como doenças da retina. Muitos casos não apresentam alterações clínicas ou sintomas, mas há alguma evidência que a toxoplasmose, se não tratada nestes casos, leva à diminuição do potencial intelectual destas crianças, sem que isto esteja claramente mensurado.
Qual a importância desse exame?
Avalia se existem anticorpos contra o toxoplasma feitos pela criança, não pela mãe. Esta diferenciação é crítica, pois a imensa maioria das pessoas (90 % ou mais, em São Paulo) tem anticorpos contra o toxoplasma, por conta de infecções anteriores. A presença de anticorpos tipo IgG de origem materna na criança não tem o menor significado patológico.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Primeiro é necessária a confirmação diagnóstica. Se confirmado, é fundamental informar imediatamente ao pediatra o fato pois a toxoplasmose tem tratamento efetivo que deve ser iniciado mesmo que não haja nenhuma alteração clínica.
Muitas mães se perguntam qual a idade ideal para que seus filhos comecem a praticar atividades físicas. A resposta é surpreendente: a partir do primeiro mês de vida!
De acordo com a dra. Renata Waksman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), nessa fase os bebês estão aptos a receber alguns estímulos, como os da massagem, prática que, entre outros benefícios, aumenta o vínculo e a interação entre mãe e filho.
A tese de que o bebê deve ser provocado para realizar pequenos e suaves movimentos desde o início de sua vida pode ser facilmente comprovada na prática: os resultados dessa atividade física light atuam no desenvolvimento emocional, mental e motor da criança.
Os pais só precisam ficar atentos para que as fases de desenvolvimento dos filhos sejam respeitadas. Os estímulos devem variar de acordo com cada uma delas. Uma criança com boa saúde física e psico-afetiva brinca espontaneamente, como forma de explorar o meio, crescer e se desenvolver.
É possível perceber essa capacidade de se relacionar com o meio já no recém-nascido: mesmo com poucos dias de vida, ele direciona seu olhar para o rosto da mãe. No primeiro mês os bebês procuram um estímulo visual que lhe interesse, pois o controle dos movimentos da cabeça já está se desenvolvendo. A partir daí, conforme a criança desenvolve o controle de tronco - normalmente adquirido por volta dos quatro meses -, passa a sentar-se com apoio e sozinha aos sete meses.
Pode começar a engatinhar por volta dos nove meses, a ficar em pé com apoio entre 10 e 11 meses, a ficar em pé sozinha próxima dos 12 meses e, a seguir, a andar com apoio e depois sem apoio.
O bebê não pode ficar restrito ao berço, apenas deitado. Ele deve ser estimulado com brinquedos, atividades e música e o fundamental: que brinque com a família. Os pais são os agentes estimuladores do brincar
“Todos esses acontecimentos são estimulados pelo brincar, que nada mais é do que a exploração por meio dos sentidos e do movimento”, explica dr. Sônia Akopian, fisiatra do Centro de Reabilitação do HIAE.
O desenvolvimento de uma criança ocorre ainda conforme a capacidade e o grau de interesse que apresenta pelos objetos e pelos acontecimentos do meio onde vive. O bebê não pode ficar restrito ao berço, apenas deitado. Ele deve ser estimulado com brinquedos, atividades e música e o fundamental: que brinque com a família. Os pais são os agentes estimuladores do brincar.
Acompanhe abaixo as principais etapas desse processo de formação e qual o ambiente necessário para proporcionar um aprendizado saudável. Afinal, segundo dra. Renata, “brincar é o trabalho da criança”. É pela brincadeira que se adquirem conhecimentos, se melhora o equilíbrio e a coordenação. Vale lembrar que todas as brincadeiras ou atividades nessa faixa etária devem ser realizadas com supervisão de um adulto.
| Idade | Atividades que consegue fazer | Ambiente ideal |
|---|---|---|
| até 3 meses | Controla a cabeça, dirige o olhar e sorri. | Berço com protetores, bebê-conforto com elevação até 45 graus. |
| 4 a 6 meses | Estende a mão para alcançar objetos; Permanece com o tronco mais firme, se for sentado e apoiado pela cintura; Desenvolve a capacidade de rolar; Permanece mais firme até conseguir ficar sentado com apoio nas costas; Libera as mãos para pegar objetos. |
Bebê-conforto, berço, colo, chão revestido. Material acolchoado, almofadas ou rolos para auxiliar na posição sentado. |
| 6 a 9 meses | Melhora o controle do tronco; Coloca-se em posição de “gato”; Começa a engatinhar e evolui até se mover por pequenas distâncias. |
Chão revestido, adequação do ambiente para evitar acidentes (móveis com cantos pontiagudos, objetos pesados que possam atingir o bebê, proteção de tomadas, janelas, escadas e acesso restrito à cozinha). |
| 9 a 14 meses | Engatinha; Apoia-se nos móveis para ficar em pé e realiza marcha lateral; Evolui para ficar em pé e dar passos sem apoio. |
Chão revestido, adequação ambiental para evitar acidentes (móveis com cantos pontiagudos, objetos pesados que possam atingir o bebê, proteção de tomadas, janelas, escadas e acesso restrito à cozinha), atenção especial a peças pequenas que não devem estar ao alcance do bebê. |
| 14 a 18 meses | Melhora o equilíbrio ao andar; Tira peças do vestuário. |
Espaços livres e sem desnível. |
| 18 a 24 meses | Corre, pula, escala; Sobe degraus baixos. |
Espaços amplos, protegidos e livres. |
| 3 anos | Fica sobre um pé momentaneamente, pedala e dança. | Espaços amplos e seguros. |
Fonte: Dra. Sônia Akopian, fisiatra do Centro de Reabilitação do HIAE
A pergunta que vem a seguir é: e os esportes? Qual a idade recomendada para iniciá-los? De acordo com dra. Renata, a fase para o aprendizado esportivo é a partir dos cinco anos de idade – exceto a natação, que pode ser iniciada mais cedo (veja texto abaixo). O ideal é que, dos 2 aos 5 anos, as crianças façam uma iniciação lúdica às atividades físicas. Nesse trabalho são utilizados blocos e bolas de espuma, entre outros objetos, que ajudam no desenvolvimento da consciência corporal, da coordenação motora, da lateralidade, do equilíbrio e da agilidade. Antes disso, são indicadas apenas brincadeiras visando à experimentação, à exploração e ao prazer, como as com bola, água, areia, sem cobranças do aprendizado da atividade física escolhida.
Ainda resta a pergunta sobre o momento ideal para iniciar a natação. Especialistas em educação física afirmam que a natação é uma atividade física também adequada aos bebês. Isso porque desde a gestação, eles estariam acostumados ao contato com o meio líquido e os próprios movimentos dentro da barriga da mãe se assemelhariam muito aos feitos na água.
O momento ideal para o bebê iniciar a prática da natação deve ser avaliado junto com o pediatra, que poderá avaliar as condições de saúde do bebê e orientar as precauções necessárias. “De forma geral, o ideal é iniciar a partir dos seis meses de vida, fase na qual o bebê está mais amadurecido motora e sensorialmente e já recebeu as primeiras vacinas”, afirma a dra. Sônia.
Porém, antes de realizar a matrícula de seu filho, alguns cuidados devem ser observados. Certifique-se de que o professor seja formado em educação física e especializado em natação para bebês; verifique com qual regularidade e como a água é tratada, a temperatura média da água (a recomendada é de 32ºC). Além disso, evite piscinas de uso comum ou com grande rotatividade para garantir maior controle de qualidade da água.
A natação na primeira infância é aplicada para desenvolver a capacidade respiratória e psicomotora e não para fazer a criança aprender a nadar como um peixinho
Os benefícios da prática da natação podem ser notados em vários aspectos:
As crianças, em geral, têm capacidade para aprender a nadar de forma mais coordenada a partir dos 4 anos. Segundo a Dra. Sonia, “a natação na primeira infância é aplicada para desenvolver a capacidade respiratória e psicomotora e não para fazer a criança aprender a nadar como um peixinho”.
Normalmente as aulas de natação são ministradas junto com a mãe ou com o pai enquanto a criança ainda é bebê, para que tenha condição de se divertir com segurança, transformando o medo do desconhecido em um ambiente alegre e prazeroso.
A alegria de ter um bebê é comemorada por toda a família. Cada movimento, suspiro e sorriso é motivo para esbanjar orgulho. Nas consultas, o pediatra atesta que a criança é saudável, e os pais sentem-se tranquilos. Mas, certa noite, a mãe coloca o pequeno no berço e no dia seguinte ele não acorda. Esse pode ser um caso de Síndrome da Morte Súbita em Lactentes(SMSL) - que ocorre com bebês de até um ano. Mas, afinal, que problema é esse?
"Trata-se da morte inesperada e que permanece sem explicação mesmo depois de minuciosa investigação, incluindo revisão da história clínica, circunstâncias da morte, além de necropsia completa",
Por ocorrer com bebês saudáveis, sem demonstrar sinais ou sintomas, a SMSL ainda deixa muitas dúvidas entre médicos e familiares. Nos Estados Unidos, de cada 100 mil óbitos por ano, 56 são pela Síndrome da Morte Súbita em Lactentes.
Trata-se da morte inesperada e que permanece sem explicação mesmo depois de minuciosa investigação, incluindo revisão da história clínica, circunstâncias da morte, além de necropsia completa
A síndrome é a principal causa de morte no primeiro ano de vida e a terceira causa de mortalidade infantil nos Estados Unidos. A causa ainda não está definida. O que se sabe é que está associada a alguns fatores, entre os quais a posição em que o bebê dorme no berço.
As mortes ocorrem com crianças que dormem de bruços ou de lado. "Essas posições devem ser evitadas", salienta a dra. Alice.
Além da posição na hora de dormir, há outros fatores que podem resultar na SMSL, como o consumo de cigarro, álcool e drogas pela mãe durante e depois da gestação e falta de pré-natal. Quarto superaquecido, excesso de roupas, colchão macio e a presença, no berço, de protetores, travesseiro, almofadas, cobertas soltas e bichos de pelúcia estão entre os fatores de risco da síndrome. "Compartilhar a cama dos pais também não é recomendado", avisa a médica.
Segundo o National Institute of Child Health and Human Development, dos EUA, os bebês negros são cerca de duas vezes e meia mais suscetíveis à síndrome do que os brancos. A morte súbita é mais frequente no sexo masculino. Os prematuros - com menos de 37 semanas de gestação -, os recém-nascidos com menos de 2,5 quilos, os gêmeos e irmãos de crianças que tiveram morte súbita também estão entre os que correm mais risco.
Desde 1991, quando a Inglaterra e a Austrália iniciaram campanhas back is best, que orientavam os pais a colocar os bebês de costas para dormir, seguidas pelos EUA com a campanha back to sleep, o número de mortes por SMSL tem diminuído a cada ano nesses países.
No Einstein há a Campanha Segurança do Bebê no 1º Ano de Vida, com o objetivo de informar sobre as possíveis formas de prevenir a síndrome. "Instituir campanhas para sensibilizar a sociedade e orientar os pais e familiares nas maternidades são ações importantes para reduzir a ocorrência desse evento", afirma a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, coordenadora de enfermagem da Unidade Neonatal do HIAE.
Conheça as orientações da campanha:
Guia rápido de amamentação (extraído de públicações do Hospital Albert Einstein)

O tempo em que a gestante era aconselhada a seguir a lei do menor esforço já passou. Ainda bem. Sabe-se que incluir atividades físicas na rotina é uma ótima maneira de garantir a qualidade de vida, a independência, ajudar na hora do parto e nos afazeres diários, além de fazer muito bem à saúde. É claro que aderir à prática requer responsabilidade – nem todos os exercícios físicos são indicados durante esse período.
E mais: não basta pegar a malha confortável e escolher o que mais agrada. O médico deve fazer a avaliação, indicar as melhores opções e acompanhar a evolução dos exercícios de acordo com o período da gestação. “Os melhores esportes são os que não têm impacto e incentivam o alongamento. A gestante não deve praticar hipismo, mas pode se dar bem na hidroginástica. Isso depende do perfil e da aptidão de cada uma”, explica o dr. Eduardo Zlotnik, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
A fisioterapeuta Luciane Regina Cerri, do HIAE, é mãe de gêmeos. Ela já praticava exercícios físicos, fator que contou na escolha do que fazer nos nove meses da gravidez – quem nunca teve isso como prioridade deve ir com calma. Sua prática periódica era a musculação. Mas como sentia dores nas articulações, optou por caminhar e fazer atividades dentro da piscina. “Na época, fui liberada para fazer musculação, mas como tive algumas contrações, esperei os três meses. Essa prática me trouxe bem-estar, tirou a tensão e a ansiedade”, conta.
Como Luciane, a gestante deve seguir à risca as recomendações dos profissionais. Isso porque, se não for feito de maneira responsável, o exercício pode acarretar problemas ao bebê e à futura mamãe. Um deles é o afrouxamento das articulações: se fizer musculação, por exemplo, a probabilidade de ocorrer uma lesão é maior. Toda gestante pode realizar exercícios desde os primeiros meses – sempre sob orientação de profissional qualificado, como educadores físicos e fisioterapeutas, e com acompanhamento médico – exceto em casos de gravidez de risco.
Em contrapartida, a prática regular de exercícios físicos pode trazer um sem-número de benefícios durante e depois da gestação. Nada mais justo do que estar em forma e de bem com a saúde na fase mais elegante da vida. “Ao manter-se ativa, a futura mamãe fica livre de alguns desconfortos, como dores nas costas, que podem aparecer durante e depois da gravidez. Fora a recuperação no pós-parto, que é muito mais rápida”, argumenta Elaine Rosa, fisioterapeuta doHIAE especializada em ginecologia.
Praticar atividade física garante mais energia, bem-estar, aumenta a qualidade do sono, fortalece os músculos, aumenta a resistência, combate a obesidade, reduz a dor nas costas, o inchaço... Ufa! E mais tantos outros benefícios que variam de acordo com a escolha.
Confira a seguir as vantagens de cada tipo de atividade física, retiradas do livro O Que Esperar Quando Você Está Esperando: Um Guia Completo para a Gravidez, com respostas tranquilizadoras para os futuros pais, desde a fase do planejamento até o pós-parto, escrito por Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway (Editora Record):
Atividades físicas para mães e bebês.
Há ainda os exercícios para a tonificação pélvica, aconselhados pelos especialistas. Utilizados para melhorar a musculatura do assoalho pélvico (músculos que controlam o fluxo de urina, a contração da vagina e o bom fechamento do ânus), são ótimo auxílio na hora do parto. É claro que não é só a vida ativa que assegura uma gestação saudável, conta também a atenção na alimentação.